Psicólogos Especializados em Transtornos Relacionados a Substâncias

Encontre profissionais certificados com experiência no atendimento de pessoas com Transtornos Relacionados a Substâncias.

Compreenda os impactos, os critérios diagnósticos e o tratamento na terapia cognitivo-comportamental (formas de tratamento baseadas em evidências) para o uso problemático de substâncias.

O que é Transtornos Relacionados a Substâncias?

Pense em alguém que começou a usar uma substância de forma ocasional, em momentos sociais ou para aliviar um desconforto, e que aos poucos foi perdendo o controle sobre esse uso. Hoje essa pessoa usa mais do que pretendia, tenta parar ou diminuir e não consegue, vê o uso ocupar um espaço cada vez maior e seguir adiante mesmo diante de prejuízos claros na saúde, no trabalho e nas relações. Por trás dessa trajetória costuma haver muito sofrimento, e também muita culpa e vergonha.

Quando buscar ajuda

Vale procurar ajuda quando o uso de uma substância começa a fugir do controle e a trazer prejuízos. Sinais como usar mais do que se pretendia, tentar parar ou reduzir sem conseguir, sentir uma vontade intensa de usar, dedicar muito tempo ao uso e às suas consequências, e perceber o impacto crescente na saúde, no trabalho, nos estudos e nas relações são indícios de que o quadro merece atenção profissional.

Abordagens terapêuticas

O tratamento não se baseia em vergonha ou punição, e sim em compreender a função que o uso passou a ter na vida da pessoa e em construir, junto com ela, caminhos de mudança que façam sentido. Em muitos casos, o cuidado é multidisciplinar e integra o acompanhamento médico.

Como a terapia para Transtornos Relacionados a Substâncias pode te ajudar

  • Fortalecer a motivação para a mudança, respeitando o seu momento
  • Identificar os gatilhos que disparam o uso e aprender a lidar com eles
  • Desenvolver estratégias para lidar com a fissura e com situações de risco
  • Prevenir recaídas e aprender a lidar com escorregões sem que virem recaídas completas
  • Compreender e cuidar das emoções e dos padrões que sustentam o uso
  • Reconstruir áreas da vida afetadas, como relações, trabalho e estudos
  • Contar com um cuidado sem julgamento, integrado ao acompanhamento médico quando necessário

Perguntas frequentes

O DSM-5-TR classifica a gravidade como leve (2-3 critérios), moderada (4-5 critérios) ou grave (6 ou mais critérios). Podem envolver diferentes substâncias, e é importante diferenciar o uso social do uso problemático e do transtorno. Trata-se de uma condição de saúde que envolve alterações em sistemas cerebrais de recompensa e controle, e não de falta de caráter ou de força de vontade. É um quadro tratável, e a recuperação é possível.

A terapia é conduzida de forma acolhedora e sem julgamento, respeitando o momento da pessoa. A TCC identifica gatilhos, desenvolve estratégias para lidar com a fissura e cuida das emoções que sustentam o uso. A prevenção de recaída de Marlatt e o manejo de contingências completam o trabalho. Em quadros mais graves, o cuidado psicológico se integra ao acompanhamento médico, que pode incluir naltrexona, acamprosato, dissulfiram (álcool) ou buprenorfina/metadona (opioides) conforme indicação.

As sessões por videochamada oferecem comodidade, continuidade e acesso, o que favorece a manutenção do tratamento ao longo do tempo. Um profissional qualificado avalia a melhor forma de conduzir o cuidado com segurança.

Quanto tempo dura o tratamento?

A duração varia conforme a substância, a gravidade do quadro, o tempo de uso e os objetivos da pessoa. Avanços concretos aparecem ao longo do percurso, à medida que a pessoa desenvolve recursos e reconstrói áreas da vida. Cada caso é único, e o plano é individualizado e revisado, de forma integrada ao cuidado médico quando necessário.

O cuidado ideal é multiprofissional. O psicólogo clínico conduz as intervenções psicológicas (EM, TCC, prevenção de recaída). O psiquiatra avalia comorbidades e prescre medicação quando indicada (naltrexona, acamprosato, dissulfiram, buprenorfina, metadona). O médico clínico é essencial para manejo de abstinência aguda. Grupos de mútua ajuda (AA, NA) oferecem suporte continuado.

A conceituação mais adequada é "recuperação" em vez de "cura", pois a vulnerabilidade neurobiológica persiste. Muitas pessoas alcançam remissão sustentada (sem critérios por 12 meses ou mais) e constroem vidas plenas sem o uso. A recuperação é real e possível. O DSM-5-TR reconhece especificadores de remissão inicial e sustentada. A recaída não significa falha permanente, e sim uma etapa do processo, que pode ser tratada.

As causas são multifatoriais: predisposição genética (40-60% de herdabilidade), alterações nos sistemas cerebrais de recompensa pelo uso repetido, trauma e dificuldades emocionais não resolvidas, fatores sociais (disponibilidade, pressão de grupo, normas familiares) e contextos de vulnerabilidade. Nenhum fator isolado explica tudo, e a compreensão das causas individuais orienta o tratamento.

A avaliação inclui a gravidade do quadro (leve, moderada, grave), comorbidades psiquiátricas e o risco de abstinência, que pode ser clinicamente grave em casos de álcool e benzodiazepínicos.

Quando o uso passa a fugir do controle, causa prejuízo na saúde, trabalho ou relações, e continua apesar dessas consequências. Quando há tentativas frustradas de parar ou reduzir, fissura intensa, tolerância crescente ou desconforto na ausência da substância. Não é preciso atingir um nível extremo para buscar ajuda. Quanto mais cedo, melhor o prognóstico.

Sim. Sem tratamento, a tendência é de progressão em gravidade. As consequências se acumulam e o risco de morte por overdose, acidente ou complicação médica é real. A dependência de álcool sem tratamento apresenta mortalidade significativa. Comorbidades psiquiátricas não tratadas agravam o quadro. A boa notícia é que a recuperação, mesmo após períodos longos de uso, é possível com o cuidado adequado.

Sim, e muito. A rede de apoio é um fator de proteção importante na recuperação. A família pode participar da psicoeducação sobre a condição, aprender a não reforçar comportamentos de uso (evitar "enabling") e buscar suporte para si mesma (Alanon, por exemplo). Em alguns modelos de tratamento, a família é incluída diretamente.

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